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Atas do DEPECO

ATA ASSEMBLÉIA ABRIL 2002

ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DO DEPARTAMENTO DE ECOCARDIOGRAFIA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA – TRINTA DE ABRIL DE DOIS MIL E DOIS NO HOTEL INTERCONTINENTAL NO RIO DE JANEIRO/RJ

Aos trinta dias do mês de abril de dois mil e dois, reuniu-se, em assembléia geral, no salão de convenções do Hotel Intercontinental no Rio de Janeiro, a diretoria e membros associados do Departamento de Ecocardiografia da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Os trabalhos foram iniciados às 18:30 horas pelo presidente do Departamento, Dr. Djair Brindeiro Filho, que anunciou a gravação da sessão em vídeo para facilitar o trabalho de elaboração da ata por parte do secretário. Convocou o Dr. José Luiz Barros Pena para secretariar os trabalhos e o Dr. José Maria Del Castilho, tesoureiro de Departamento, para compor a mesa. O presidente apresentou à plenária a Ordem do dia, prevista no Estatuto que consistiu dos seguintes pontos:

1. Abertura; 2. Aprovação da ata da última Assembléia; 3. Oficialização da Eleição dos Membros da Diretoria e Conselho Deliberativo; 4. Relatório da Presidência; 5. Relatório da Tesouraria; 6. Outros assuntos. A ata da última assembléia, como havia sido distribuída a todos os sócios do Departamento, foi aprovada. A oficialização dos Membros da Diretoria também foi reconhecida. O relatório da presidência demonstrou a situação administrativa gerencial com sócios ativos atingindo números de 1.539, correspondendo a 87, 84% dos membros. O presidente chamou atenção para os sócios habilitados correspondem a 42, 74%. O dr. Djair comentou sobre a comissão de divulgação em Internet para que se tenha uma página do Departamento de Ecocardiografia agilizada, sobre a comissão de ensino e normatização de cursos e salientou que na avaliação do curriculum deve ser incluído o tipo de curso feito pelo candidato e comentou-se sobre a comissão de avaliação da Ecocardiografia Vascular. Leu o Documento da prova que foi feita em Goiânia e encaminhou-se o edital das três provas ao Dr. Ademir Umberto Soares, Secretário Geral da AMB. Em seguida leu a resposta do Dr. Gilson Feitosa e os termos estão de acordos com as normas, mas a AMB não quis fornecer os certificados. Foi então dito que se a AMB não fornecer os certificados o departamento vai entrar com um processo para obtenção desse certificado. Comentou-se também a situação com os nossos sócio-parceiros. O Dr. Djair mencionou que atualmente temos apenas dois parceiros, pois alguns antigos parceiros não quiseram renovar os contratos. Os parceiros atuais são Phillips (ouro) e Siemens (prata). O Dr. Caio Medeiros tomou a palavra para anunciar os trabalhos científicos premiados nas sessões além do prêmio Jonas Talbert. Anunciou prêmios para os trabalhos na área de Vascular, Pediátrico e Adulto. O Dr. Caio Medeiros explicou que a comissão julgadora gostaria de dar um prêmio em dinheiro a esses trabalhos, mas devido a pouca ajuda esse ano das indústrias, não foi possível fazer isso. O Dr. Caio pediu a palavra, como presidente do congresso, para dar algumas explicações acerca do desenrolar do evento. Explicou que com a recessão mundial e os acidentes ocorridos nos Estados Unidos as indústrias reduziram o investimento em marketing. Explicou que a Ecocardiografia no Brasil corresponde apenas a 20% da venda das indústrias, que é dominada pela Ultra-sonografia, que por sua vez, corresponde a 80% das vendas. Explicou ainda que o congresso coincide com a jornada mais importante da Radiologia Brasileira que é a Jornada Paulista de Radiologia. Dessa forma justificou que este ano o Congresso teve apoio menor do que o apoio obtido em São Paulo ano passado. Explicou ainda que no Rio de Janeiro existem poucos hotéis com estrutura para comportar o Congresso do porte do nosso. Indicou que no Rio de Janeiro apenas o Intercontinental e o Sofitel preencheriam esses requisitos. O Dr. Caio salientou que houve reclamações acerca da falta do “coffe-break” pelos congressistas. Relatou que o preço orçado do “coffe-break” foi de R$ 4.000,00 por sessão, o que totalizaria R$ 24.0000,00 nos três dias de congresso. O Dr. Djair em seguida chamou o Dr. Castilho para apresentação. O Dr. Castilho explicou que na última assembléia nós tínhamos uma dívida com a SBC de R$54.360,01 correspondente a um processo que havíamos recebido da Politi que havia sido colocado para a SBC negociar e a SBC resolveu pagar. Conseqüentemente, ficamos com essa dívida. Dessa, R$ 28.000,00 foram pagos durante o congresso do ano passado e o restante de R$ 27.360,01 foram pagos durante o mês de maio de 2001. Portanto até maio já havíamos saldado a nossa dívida para com a SBC. O Dr. Castilho procedeu ao demonstrativo da diretoria indicando que mantemos uma conta separada para os congressos com um repasse de 70% das receitas do departamento para esse fim e indicou que até 21/04/02 nós tínhamos 1.753 sócios com aumento de 3,48% e com a colaboração do departamento de informática do SBC melhoramos a página da Internet do departamento com a inclusão da revista de Eco facilitando, pois, a comunicação entre todos os sócios. Revelou ainda que foi admitida uma funcionária para auxiliar no trabalho de secretaria do departamento e que isso não resultou num aumento substancial do custo operacional do departamento. Reiterou que tal procedimento foi bastante necessário devido à procura dos sócios ao departamento. Indicou-se que o cadastro do departamento foi totalmente reformulado sendo criada uma comissão de Internet para cuidar do material a ser publicado no site. Foi implantado o sistema de votação eletrônica para o departamento. Relatou ainda que a parte financeira do departamento foi saneada com a colaboração do nosso gerente administrativo de forma a ter planejado nossas atividades orçamentárias com pelo menos dois anos de antecedência. Foi ainda negociado, sem custo para o departamento, a nossa participação nos congressos da SBC, SOCESP e SOCERJ, nos quais o departamento de Eco terá um stand com a finalidade de divulgar as atividades, atender aos associados e atrair novos sócios. O Dr. Castilho apresentou demonstrativo da tesouraria indicando que em 31/12/01 nós tínhamos um saldo de R$ 190.000,00 e que em 24/04/02 esse saldo passou a ser superior a R$ 250.000,00, provavelmente devido às anuidades pagas até fevereiro pelos sócios. O Dr. Castilho lembrou que essa conta separada dos congressos corresponde a 70% do investimento dos parceiros. O Dr. Castilho demonstrou que a maioria da receita vem das anuidades de abril a dezembro de 2001 e foram pagas R$ 38.876,00 e de janeiro a abril aumentou substancialmente devido ao pagamento das anuidades que venceram no mês de fevereiro. Demonstrou ainda o montante referente às parcerias de abril a dezembro de janeiro a abril de 2002, a arrecadação pela taxa de provas e aplicações que foram feitas com dinheiro e explicou que as despesas constam no balanço que é publicado mensalmente no site do departamento, no endereço hptt: /www.ecocardiografia.com.br e indicou que todas essas contas podem ser consultadas no site mensalmente de maio/01 até março deste ano. Ele mostrou ainda o demonstrativo de um balancete como exemplo, o balancete do mês de março, em que constam anuidades, aplicações, certificados da AMB, livro do Eugênio Picano, parcerias, taxa de prova da Ecocardiografia e como são feitos os pagamentos, em que consta cheque a data favorecida e o valor. O Dr. Castilho ressaltou que foi muito importante a participação do departamento em congressos internacionais e l citou exemplo do congresso de Euro Eco em que o departamento não investiu absolutamente nada e as despesas foram pagas por Eletromedicina Berqer, Esaote e SBC. Ele ressaltou que estamos também integrando o departamento no comitê de Ecocardiografia da Sociedade Interamericana de Cardiologia. Ressaltou que esse tipo de associação é muito útil para que o departamento possa divulgar a sua atuação fora do Brasil. Ressaltou a participação do departamento no XX Congresso Sul Americano de Cardiologia realizado em La Paz, Bolívia, e as despesas também foram pagas por esse patrocinador, no caso Siemens, sendo que a participação ocorreu sem qualquer despesa para o departamento. O Dr. Castilho disse sobre o resumo do que foi falado inicialmente: foi tentado sanear o orçamento, assim foi possível planificar as atividades futuras, deixar as receitas feitas de parceria em dia, embora com menos parceiros, mas deixando tudo muito claro do ponto de vista contratual, nós tivemos a partir desse congresso junto com a central de eventos da SBC uma participação ativa na organização e planejamento de eventos, estamos com as nossas obrigações trabalhistas e fiscais em dia, inclusive com a participação com a assessoria contábil da SBC e estamos também com a contabilidade atualizada. Dessa forma fica como desafio para a próxima diretoria aumentar o número de associados, aumentar as parcerias e por último oferecer mais benefícios para os associados, como por exemplo, a tentativa de conseguir um seguro para associados que ainda encontra-se em período de negociação. Logo depois o Dr. Djair Brindeiro assumiu a palavra dizendo que havia recebido uma correspondência do Conselho Deliberativo e que gostaria de ver resolvida a questão de forma imediata. Dr. Djair leu a carta datada de 29 de abril de dois mil e dois que dizia: 10. O Conselho Deliberativo do Departamento de Ecocardiografia da SBC foi indicado no dia 29 de abril de dois mil e um em reunião no Centro de Convenções do Hotel Meliá em São Paulo como órgão responsável para avaliar as irregularidades levantadas pela diretoria da gestão anterior 2º. Em reunião extraordinária realizada no 560 Congresso Brasileiro de Cardiologia em Goiânia, o Conselho decidiu para suspensão do sócio Álvaro Vilela de Moraes de todas as atividades relacionadas ao Departamento, até que suas pendências fossem regularizadas. 3º. A decisão do Conselho Deliberativo foi acatada pelo Departamento e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. A participação do Dr. Álvaro Vilela de Moraes como palestrante na Atividade pré-Congresso “II Simpósio Latino Americano de Ecocardiografia de Contraste” bem como o trabalho científico de sua autoria como tema livre apresentado neste congresso contrariam frontalmente a decisão tomada pelo Conselho Deliberativo. Diante desses fatos o Conselho Deliberativo de Departamento de Ecocardiografia da SBC reunido extraordinariamente no Hotel InterContinental recomenda à diretoria do Departamento de Ecocardiografia que sejam avaliadas as possíveis sanções ou repreensões ao presidente do 14º Congresso Brasileiro de Ecocardiografia pelas infrações cometidas. O documento veio assinado por todos os componentes do Conselho Deliberativo: sete membros assinaram diretamente o documento e um assinou pelo fax. O dr. Djair disse que segundo regimento interno do nosso Departamento (capítulo 4, artigo 18), Compete a Assembléia Geral, alínea B, opinar sobres os relatórios do Conselho Deliberativo e da diretoria. Dessa forma o dr. Djair disse que acata decisão do Conselho Deliberativo, mas que em vista de haver mais justiça ele gostaria de mostrar alguns documentos e em seguida Assembléia Geral decidiria o que deveria ser feito. O Dr. Djair apresentou um e-mail que foi envidado pelo Dr. Caio. Nesse e-mail ele enviou uma série de argumentos dos quais o dr. Djair destacou: “sabendo a decisão soberana do Conselho Deliberativo do nosso Departamento e da SBC e não pretendendo em hipótese alguma ir contras as normas estabelecidas, não incluímos em nenhuma atividade do Congresso o nome do Dr. Álvaro Vilela de Moraes. Vale lembrar que o nosso curso pré-congresso será no dia 28-04 (onde não consta o nome do Dr. Álvaro)” e em seguida ele dá uma série de argumentos, que Dr. Djair disse que não ia se ater, mas que concordava com aqueles argumentos. Ele reconhece que houve interação sim entre a Philips e o Departamento já que ele era o Presidente do Congresso, com o objetivo de reduzir os custos. Ele afirmou que sem querer ferir a decisão do Conselho Deliberativo inadvertidamente em alguns materiais sobre o simpósio foi incluído o nome do Dr. Álvaro de Moraes e também de forma inadvertida constou o referido nome em alguns cartazes em que está escrito Central de Eventos da SBC. Voltou a afirmar que foram atividades totalmente distintas e revelou que o Simpósio foi pago totalmente pela Philips. Ele ainda afirmou que seria lamentável se o Conselho Deliberativo e alguns sócios se sentissem desrespeitados. Em seguida o dr. Djair mostrou a resposta da diretoria datada de 04 de abril de dois mil e dois em que o dr. Djair afirmava que aceitava todos aqueles argumentos e dizia que a suspensão do Dr. Álvaro Vilela de Moraes foi decidida oficialmente em setembro de dois mil e um, durante a Assembléia do 56º Congresso Brasileiro de Cardiologia em Goiânia e foi comunicado oficialmente ao Dr. Moraes em carta do Departamento em 11 de outubro do mesmo ano e, portanto houve tempo suficiente para que o nome do Dr. Álvaro Vilela pudesse ser evitado ou substituído. Em seguida lamenta pelos fatos ocorridos e reafirma que o Dr. Álvaro está impedido de participar de qualquer atividade do departamento. Dr. Djair reafirmou que gostaria que tudo fosse feito conforme o regimento e disse que a sua posição pessoal é de que esta carta que Dr. Caio enviou afirmando ter cometido um erro já justifica então ele passou para Assembléia que tomasse uma posição em relação a isso. Reafirmou que a posição da diretoria é de que termine logo esse impasse. Ele colocou para a platéia se haveria alguma sugestão e na ausência de manifestação dos presentes dr. Djair disse que fica entendido que não houve má intenção do dr. Caio em desacatar o conselho e reafirmou que se as pessoas presentes na assembléia estivessem de acordo permanecesse sentados; caso contrário se levantassem. Como ninguém se manifestou foi então passado para o assunto seguinte. O Dr. Cláudio Pereira da Cunha tomou a palavra e disse que na última assembléia foi montada uma comissão para avaliação e que essa comissão coincidiu ser o Conselho Deliberativo. Ele disse que o Conselho Deliberativo se sentia na obrigação de dar uma satisfação à assembléia que simplesmente ficou sabendo que o Dr. Álvaro havia sido suspenso. Dessa forma ele disse que era intenção do Conselho Deliberativo em poucos minutos explicar porque que ele chegou a essa decisão. Assim o dr. Djair convidou o presidente do Conselho Deliberativo Dr. Aristarco para assumir a palavra. O Dr. Aristarco disse que inicialmente gostaria de falar que quando foi escolhido para participar do Conselho Deliberativo ele nunca imaginou que estaria numa situação tão constrangedora e tão difícil da sua vida profissional. Reafirmou que essa foi uma situação extremamente ruim, nunca havia tido uma experiência similar e tem certeza que esta experiência foi péssima para ele e todos os membros do Conselho. Reafirmou que o que estava trazendo esperava que fosse a última coisa acerca desse evento, para que o assunto pudesse ser encerrado. O Dr. Aristarco afirmou que de acordo com a assembléia ocorrida em 29/04/01, o Conselho deveria avaliar os fatos ocorridos e irregularidades apontadas pela auditoria na gestão anterior. No dia 30 de abril houve a primeira reunião do Conselho Deliberativo com todos os seus membros presentes e ficou decidido que ele seria o presidente do Conselho até por uma questão local, pois ele mora no Rio de Janeiro e o advogado do Departamento é do Rio de Janeiro e como secretário foi escolhido então Dr. José Luiz Barros Pena, para então ter acesso a uma série de vídeo documentos, cópias de recibos, conversas telefônicas, com advogado do Departamento e com a diretoria do Departamento. Em determinado momento, afirmou o Dr. Aristarco, ele achou que deveria ouvir pessoalmente Dr. Álvaro. Foi acordado e ele primeiro comunicou pelo telefone e depois através de e-mail e para tornar isso oficial, ele fez reunião com ele na sede da SBC no dia 21/08 na presença do Dr. Ivan Cordovil, na ocasião tesoureiro da SBC e, portanto membro da diretoria da SBC. Foi uma conversa de duas horas, bastante afável até, na qual e logo após a reunião ele mandou e-mail para todos os membros do Conselho Deliberativo em que vai ler algumas partes do e-mail. No e-mail ele afirmava que após a exposição do Dr. Álvaro alguns fatos ficaram bem claros para ele. Primeiro, o Dr. Álvaro reconheceu como dívidas ao Departamento as seguintes despesas, isso é, acordo verbal na presença do tesoureiro da SBC R$ 6.500,00 referentes à realização do Simpósio não realizado, U$ 442 relativos à assinatura de duas revistas, U$ 645 relativos à coleção de fitas didáticas do American College e U$ 2.200 referentes à compra de um notebook. Ele afirmou então que estava disposto a devolver estas quantias e/ou material correspondente a elas, por escrito, em sua carta ao departamento datada de 18/07/02 e que estaria disposto a pagar em troca dos recibos originais para que ele pudesse ressarcir dos valores junto às empresas que ele havia pagado. Quanto ao notebook ele devolveria o dinheiro já que a compra nunca se efetivara. O Dr. Álvaro na ocasião disse que desejava a cópia da fita gravada da assembléia durante o Congresso de Ecocardiografia em São Paulo e que condicionaria o pagamento à entrega da referida fita. O dr. Aristarco então foi avisar o dr. Álvaro que segundo entender dele havia dois problemas diferentes: primeiro problema jurídico já estava em custo porque o Departamento já havia contratado o advogado para as transações oficiais e segundo, o problema da fita que poderia gerar algum protesto, já que em reunião ele havia afirmado que queria a fita com o propósito de processar a todos que tinham dito calúnias a seu respeito. Quanto à pendência das dívidas com o DE o dr. Aristarco aconselhava que ele pagasse as dívidas acima listadas com o departamento, mostrando que aí não haveria nenhuma pendência nesse aspecto. Solicitou então que ele enviasse uma carta na qual afirmasse o ressarcimento das dívidas com o DE e com isso ele levaria a mais dois membros do Conselho pedindo a liberação da fita. O dr. Álvaro prontamente concordou e prometeu enviar a carta uma semana depois ele recebeu a carta do Dr. Álvaro que dizia o seguinte: A carta era endereçada ao Dr. Aristarco presidente do Conselho Deliberativo do Departamento de Ecocardiografia e referente à reunião ocorrida no dia 23 de agosto na sede da SBC no Rio de Janeiro. O texto da carta dizia: “Prezado dr. Aristarco em primeiro lugar gostaria de agradecer a primeira oportunidade para manifestar sobre as afirmações ocorridas na assembléia do Departamento em São Paulo durante o XIII Congresso de Ecocardiografia da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em momento nenhum usei qualquer coisa do Departamento em meu benefício os documentos em meu poder podem facilmente confirmar isto. Com relação a nossa conversa na presença do Dr. Ivan Cordovil, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pensei e conversei com colegas médicos e não médicos e decidi que qualquer manifestação minha no sentido de pagar o que não devo irá ser encarada por todos como sentimento de culpa assim estarei disposto a demonstrar todos os documentos mencionados como cópias de cheques e e-mails assim que receber a cópia da fita da referida assembléia. Em resposta a meu e-mail o Dr. Djair respondeu que a entrega da fita está sob sua responsabilidade. Atenciosamente aguardo a sua resposta”. O dr. Aristarco disse após esta documentação fornecida pelo Dr. Álvaro ele checou várias vezes com o Departamento se as fitas foram devolvidas, não foram e através de contato telefônico com outros membros do Conselho decidimos que íamos fazer uma reunião no dia 1º de outubro durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia em Goiânia. Assim a decisão que nós tomamos foi “em virtude da análise dos documentos solicitados na reunião extraordinária de 28 de abril em são Paulo e da reunião ocorrida na sede da Sociedade Brasileira de Cardiologia no dia 21 de agosto na presença do dr. Aristarco Siqueira, presidente do Conselho Deliberativo do Departamento de Ecocardiografia, dr. Álvaro Vilela de Moraes e dr. Ivan Cordovil, tesoureiro da SBC e após avaliação da carta enviada pelo Dr. Álvaro Vilela de Moraes ao dr. Aristarco Siqueira, o Conselho Deliberativo decide: suspender o Dr. Álvaro Vilela de Moraes de todas as atividades do Departamento de Ecocardiografia até a resolução das pendências financeiras perante o departamento, determinar a diretoria do Departamento que dê prosseguimento ao esclarecimento jurídico e às irregularidades apuradas pela auditoria”. O dr. Aristarco reafirmou que a posição do Conselho foi essa e que apesar da fita ter sido entregue para ele, não houve nenhum tipo de ressarcimento das fitas e nem das revistas. O dr. Djair pediu desculpas é por não ter colocado esse assunto na pauta que ele achou que já tinha sido resolvido em assembléia anterior, mas foi na assembléia do Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O dr. Djair disse que havia conversado há pouco na presença do Dr. Castilho com o advogado do Departamento e que o processo deve continuar e que a intenção é de que esse processo continue inclusive na próxima gestão do departamento. É necessário que se dê prosseguimento a esse processo e confirmou que os dois problemas jurídicos podem acometer o Departamento estão perfeitamente encaminhados. Dr. Djair afirmou que o compromisso da diretoria atual e da próxima é de que o departamento seja reconhecido como um departamento que leva as coisas a sério. Dr. Djair disse que todos receberam na pasta ao assunto referente à Comissão Científica que foi formada em Belo Horizonte. Ele afirmou que a Comissão Científica é constituída pelo três últimos presidentes dos Congressos Brasileiros de Ecocardiografia e os três últimos Presidentes da Comissão Científica dos referidos Congressos. Isso foi aprovado na Assembléia realizada em Belo Horizonte. A cada ano entram dois novos Presidentes do Congresso e da Comissão Científica. Na assembléia julgou-se que essa Comissão Cientifica iria interferir na formulação local do congresso; porém desejamos afirmar que nenhuma Comissão do Departamento interferiu em nenhum assunto, que foram de inteira responsabilidade da Comissão local. Ele disse que pediu ao dr. Roberto Pereira para chefiar essa comissão e que fizesse um documento oficial para que se normatizasse os Congressos Brasileiros de Ecocardiografia.

Dr. Djair então perguntou a Assembléia se deveria ler todos os Documentos e se haveria alguma sugestão para os próximos Congressos. Ele ressaltou que inicialmente foi importante verificar que houve realmente uma verdadeira comissão. Quem basicamente fez esse relatório foi o dr. Roberto com algumas sugestões pelo Dr. Djair e o Dr. Caio, sugerindo principalmente em relação a data, que é necessário que se mude a data. Isso se deve ao fato da coincidência com a Jornada Paulista de Radiologia e é um problema grave em termos de arrecadação e apoio das indústrias. Dr. Djair então perguntou a Assembléia se a normatização deveria ser aprovada do jeito que estava escrito depois que eles receberam. A normatização foi então aprovada pela Assembléia. Dr. Djair então disse que passaria a discussão agora para os próximos Congressos XVI e XVII Congressos Brasileiros de Ecocardiografia. Afirmou que o Congresso de 2004 deveria fazer parte do eixo, ou seja, em Belo Horizonte. Dr. Djair leu então uma correspondência recebida da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul, solicitando que Porto Alegre seja sede de próximos Congressos Brasileiros de Ecocardiografia. A correspondência indicou, que por decisão unânime, o presidente deveria ser o Dr. Iran Castro. A correspondência foi enviada pelo Dr. Flávio José que é o presidente do Comitê de Ecocardiografia da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul. O Dr. Djair disse que recebeu verbalmente uma solicitação da cidade de Curitiba que teria como presidente o Dr. Cláudio Pereira da Cunha e que recebeu ainda uma solicitação, imediatamente antes do início da assembléia, da cidade de Maceió que estaria interessada em sediar o Congresso Brasileiro de Ecocardiografia. A carta foi endereçada ao Departamento de Ecocardiografia e no texto se diz que as pessoas estão interessadas em sediar um próximo Congresso Brasileiro de Ecocardiografia e não mencionam a data. Foi afirmado que Maceió conta com uma infraestrutura que pode perfeitamente sediar o Congresso Brasileiro e que gostaria de constar em ata a solicitação. Que assinou foi o professor Ivan Romero Rivera. O Dr. Jorge Moll tomou a palavra e afirmou que o Dr. Cláudio Pereira da Cunha é sem dúvida um dos elementos mais importantes desse Departamento e é uma pessoa que tem se mostrado extremamente educado e gentil e tem cedido todas as vezes do local do Congresso em que tem sido indicado. O Dr. Jorge Moll disse que ele deveria ser realmente indicado sem abri mão da indicação dessa vez, pois seria uma justiça que estaria sendo feita ao Dr. Cláudio, que é um elemento tão importante do nosso Departamento. O Dr. Djair disse que ontem à noite ele afirmou que há houve uma desistência por parte do Dr. Iran Castro na intenção de sediar o Congresso de Ecocardiografia de Porto Alegre e portanto Dr. Cláudio Pereira da Cunha estaria sozinho na disputa em 2005. A Dra. Elisa tomou a palavra e representando o Dr. Fábio e ela disse que todos concordam que o Dr. Cláudio tem todas as condições para iniciar o próximo Congresso, mas que na verdade o pessoal do Rio Grande do Sul gostaria que fosse registrado em ata que se coloque Porto Alegre ou Gramado como local que possa sediar o Congresso após um eixo. O dr. Valdir Ambrósio Moisés lembrou ao Dr. Djair que haviam sido mencionadas quatro opções e que estava faltando Ribeirão Preto cujo presidente seria o prof. Benedito Maciel. O dr.Djair chamou atenção sobre Ribeirão Preto que seria uma questão de interpretação: estaria dentro ou fora do eixo? O Dr. Valdir disse que Dr. Maciel tem demonstrado interesse e que da mesma forma que os outros gostaria que ficasse então registrado em ata o interesse de Ribeirão Preto de sediar o Congresso. Ele afirmou que Dr. Maciel também não sabe se ficaria como o Congresso na cidade de São Paulo ou uma outra opção. O Dr. Cláudio Pereira da Cunha tomou a palavra e afirmou que gostaria que definisse se existe uma obrigatoriedade de fazer o Congresso no eixo e fora do eixo em seqüência e afirmou que talvez seja o momento disso não ser obrigatório e que a Assembléia deveria julgar esse aspecto e afirmou que achava que Ribeirão Preto faria parte do eixo, já que o eixo representa a região Sudeste. Dr. Jorge Moll tomou a palavra e afirmou que tanto se criou essa determinação dos eixos que foi inclusive na época da gestão dele como presidente do departamento foi principalmente visando a economia do Congresso. Nós sabemos que quanto mais ao sul ou ao norte o transporte dos convidados aumenta de forma significativa. O Dr. Jorge Moll então sugeriu que se colocasse para pauta da próxima reunião uma decisão se se mantivesse ou não o eixo, pois na verdade não havia um número representativo de pessoas na Assembléia para tomar uma decisão desse porte. Dr. Castilho tomou a palavra e disse que deveria aproveitar como tem o site de Departamento para fazer uma pesquisa junto aos associados para se tomar uma decisão desse porte e foi aplaudido pela platéia. Dr. Djair inclusive disse que poderia se propor na próxima Assembléia uma modificação na realização dos Congressos, se este for o desejo dos sócios. Dr. Djair disse que um fato importante e que essa idéia foi na época que ele era vice-presidente do Dr. Álvaro de Moraes, refere-se à criação dos sócios-parceiros. Se nós conseguirmos um sócio-parceiro, nós podemos fazer o Congresso onde consideramos mais adequado, não ficando dependente se é mais longe ou mais perto, para isso teremos o orçamento que será destinado ao Congresso. O Dr. Cláudio questionou sendo um no eixo e um fora do eixo porque foi São Paulo no ano passado e no Rio este ano, o Dr. Carlos Eduardo Suaide tomou a palavra e disse que explicaria o motivo: naquela época tinha eleições durante o Congresso e com a ocorrência do Congresso Mundial de Cardiologia no ano em que seria um Congresso fora do eixo, as nossas eleições sempre ficaram no Congresso com pouco representatividade, em cidades menores.

Aí foi sugerido, inclusive foi uma sugestão dele na Assembléia, para coincidir a eleição com um congresso em que haveriam mais participantes. Depois voltou para o eixo da cidade do Rio de Janeiro. Ele então afirmou que isso não há mais necessidade de ocorrer, já que a votação é feita via internet. A eleição agora é feita no Brasil inteiro via computador e não há mais necessidade desses ajustes. O dr. Luciano Belém tomou a palavra e afirmou que quanto aos parceiros tem ouvido das empresas que é muito difícil para elas quando sai do eixo São Paulo, Belo Horizonte e Rio pois encarece muito o custo de transporte dos equipamentos e comercialmente também há uma redução, tendo em vista que quando sai do eixo o número de participantes diminui. Assim o Dr. Luciano Belém disse que os parceiros estão envolvidos nesse processo. O Dr. Djair lembrou que a parceria implica numa simbiose numa ambivalência. O Dr. Djair então propôs para Presidente do Congresso de dois mil e quatro o nome do Dr. José Luiz Barros Pena. O Dr. Cláudio Pereira da Cunha tomou a palavra e disse que gostaria de saber se apenas Ribeirão Preto é considerado eixo ou não, e disse que não houve até o momento nenhuma manifestação de Belo Horizonte para ser sede do Congresso que houve apenas estas quatro manifestações. O Dr. Djair disse que o Congresso será obrigatoriamente em Belo Horizonte em dois mil e quatro, pois isso já estava decidido. Dr. Carlos Eduardo tomou a palavra e disse que esta regra já existia: um no eixo e outro fora do eixo, como nós estamos seguidos de Goiânia (fora do eixo), o próximo seria Belo Horizonte. Para não ser Belo Horizonte, para ser Curitiba, teria então que ser mudada essa regra agora. O Dr. Carlos Eduardo afirmou que concorda em que a Assembléia fosse representativa e concorda também com as afirmativas do Dr. Luciano Belém de que é necessário o patrocínio e um contato mais íntimo com essas parcerias e a princípio o Congresso pela regra é em Belo Horizonte. Dr. Carlos Eduardo Suaide disse que em Goiânia pode ser que isso mude na próxima assembléia, mas até então as regras são estas. O Dr. Djair perguntou então a Assembléia se alguém gostaria fazer uma proposta para modificar as regras até então estabelecidas com relação a este assunto. Ficou então mantida a regra e o próximo Congresso em dois mil e quatro será em Belo Horizonte. Dr. Djair afirmou que da mesma forma que Dr. Cláudio é um dos sócios fundadores e uma pessoa importante do Departamento, o Dr. Luiz Pena também está capacitado para ser o Presidente do Congresso e estimulou a platéia que sugerisse outros nomes. Foi então aclamado o Dr. José Luiz Barros Pena como presidente do XVI Congresso do Departamento de Ecocardiografia da SBC. O dr. Djair então passou a discutir o Congresso de dois mil e cinco, dizendo que havia proposta do Dr. Cláudio Pereira da Cunha em Curitiba, a proposta de Porto Alegre ou Gramado e que os outros colegas apenas sugeriram que ficasse registrado em ata a intenção se adiar o Congresso. Curitiba foi então aprovada para sediar o congresso em dois mil e cinco e o dr. Cláudio Pereira da Cunha foi aprovado para ser o presidente do congresso. O dr. Morcef tomou a palavra e disse que gostaria de fazer “mea culpa”. Dr. Morcef disse que logo após uma pessoa do Conselho Deliberativo ter ouvido o Dr. Álvaro, ele retornou ao Ecor e o dr. Álvaro disse ao dr. Morcef que queria pegar todos os recibos que ele tinha e iria pagar ao departamento e iria pegar os comprovantes, ou seja, quitaria o problema com o departamento. A “mea culpa” foi que o dr. Morcef falou com o dr. Álvaro que não fizesse isso, pois agindo assim ele nunca tiraria da cabeça da pessoa dele de que ele era culpado. Dr. Morcef disse que estava falando lento para que isso ficasse bem registrado em ata. Ele disse que conhece os documentos que o Dr. Álvaro tem, na verdade Dr. Morcef disse que foi muito além de conhecer as provas que o Dr. Álvaro tem, pois mesmo pelo cheque nominal à GBV Turismo cruzado, com carimbo de onde foi depositado como tinha assinatura de Tânia (ele não sabe completar o nome) e a Agência de Turismo que falam que não existe e o número da conta ele disse que já mostrou este cheque para outras pessoas e que falaram que este poderia ser de outra pessoa. Ele disse que então pegou o número daquela conta onde o cheque nominal havia sido depositado e que mandou depositar R$ 10,00 e para fazer uma prova dele própria e esse cheque demorou uns seis meses para vir porque era cheque de dois, três anos atrás e o Banco Central demora. O Departamento então tem esse cheque na mão e poderia o departamento, já que está investigando, depositar R$ 10,00 ou R$ I,00, que saberia de quem é a conta. A conta é da GBV Turismo, então aquele foi depositado o cheque nominal cruzado à GBV Turismo contra um recibo que dizia que era para a realização de um Simpósio que realmente iria existir e que não ocorreu por razões econômicas, inclusive para pagamento do Hotel e que foi depositado na conta da GBV Turismo. O dr. Morcef disse que afirmou ao Dr. Álvaro que iria pegar as provas todas, menos o computador que nunca existiu. Dr. Morcef afirmou que durante muitos anos as pessoas faziam as coisas que ele fez, o Moll fez, o Carlos Lima fez, ele acredita que todos fizeram e as pessoas achavam que esse Departamento era um grupo de amigos e em certas coisas as pessoas deixavam de ter uma documentação tipo nota fiscal para pegar um recibozinho qualquer. No ano passado levantou-se a discussão sobre as empadinhas do Dr. Helder, do dinheiro de alguém que vinha do exterior para aqui que tinha que ser distribuído ao convidado pelo pagamento da passagem que já havia comprado lá no local seu de origem. Na prática a gente sabe que de certas coisas do Congresso o Departamento não tem a documentação. Ele perguntou se alguém acha que havia algum problema nisso e reafirmou que não achava e nunca ninguém achou. Afirmou que conversou com Dr. Moll ano passado mesmo ele disse que não entendia direito,que sempre foi feito assim “ao Deus dará” a documentação. Citou como exemplo que Dr. Armando Cantizano era tesoureiro do Dr. Jorge Moll e ele passou dois anos sem assinar cheques. Na verdade Dr. Jorge Moll também não assinava cheques. Quem assinava era o secretário e ele disse que isso não era nenhuma irregularidade e que não podia achar que o dr. Moll estava causando algum problema. Ou que o dr. Armando tinha alguma ou que o dr Castilho estava com algum problema, absolutamente não. O dr. Morcef voltou a afirmar que as provas existem então que a “mea culpa” em relação ao Conselho Deliberativo foi a de que ele usou toda a força possível para que o Dr. Álvaro não pagasse de forma alguma os débitos anunciados e que fosse adiante. O dr. Morcef disse que o dr. Álvaro teve muita dificuldade em receber a fita de vídeo e o advogado dele recomendou que não entregasse nenhum documento além do que ele já havia entregue até que recebesse a fita. O dr. Morcef disse que o advogado do dr. Álvaro afirmou que as pessoas nas instituições vão começar a receber intimações no próximo mês e que estava esperando inclusive este Congresso, pois ficou demonstrado que ele foi impedido de exercer sua atividade profissional além dos problemas anteriores, pois no momento em que ele não pode apresentar um trabalho da Ecor ele está sendo impedido de exercer suas atividades profissionais, além da calúnia, difamação etc. O dr. Morcef disse que não haveria razão de discutir isso na Assembléia, pois o processo está na justiça comum. Assim o dr. Álvaro vai apresentar na justiça comum as provas que ele tem, indicando que não é responsável por isso e aqueles que, pela fita ou por escrito, serão obrigados a mostrar judicialmente as provas de ele é culpado. O dr. Morcef disse que a outra “mea culpa” é de que o Conselho Deliberativo não tem que fazer absolutamente nada contra o Dr. Caio. O dr. Morcef afirmou que a culpa foi dele no momento que ele viu até que ponto as coisas estavam indo; consultou advogados e eles afirmaram que um apoio não indicaria qualquer ingerência, como na realidade no passado nunca houve ingerência nenhuma. Foi usada a Central de Eventos na SBC, mas a Philips pagou por isso. Foi um evento da Philips apenas, que tercerizou o simpósio. O dr. Morcef disse que estava espantado quando tomou conhecimento de que o Conselho pediu que retirasse o nome do dr. Álvaro dos trabalhos e comentou que acha que já está um pouco exagerado, retirar o nome do autor dos trabalhos. Poderia até ser admitido, devido às coisas que aconteceram, que ele não apresentasse o trabalho, mas não que retirasse o nome dele do trabalho. O dr. Morcef disse que pelo trabalho que Dr. Caio fez durante todo este ano ele não merece qualquer repreensão, ele não teve culpa disso, que a culpa era dele que então ele fosse repreendido e até expulso do Departamento se quiserem. Quanto ao dr. Álvaro disse que ele tinha provas e que a coisa ia resolver na justiça. O dr. Djair disse que o departamento nunca teve cheque do Dr. Álvaro pessoal encaminhado a GBV e que então ele deveria ter mostrado o cheque; se ele mostrasse estaria resolvido o problema em uma semana. O dr. Morcef disse que o departamento não teria cópia do cheque, mas a palavra do Dr. Álvaro de que foi pago com o cheque pessoal cruzado e nominal. O dr. Morcef afirmou que não estava a cópia do cheque, mas todos os dados do cheque estavam lá. O dr.Aristarco pediu a palavra e disse que causou estranheza que o Dr. Álvaro estivesse como primeiro autor no Congresso em que ele não estava inscrito. Ele lembrou que faz parte do nosso regimento que o indivíduo para ser inscrito como primeiro autor num trabalho ele tem que estar inscrito no evento. Assim, afirmou o dr. Aristarco, nós estranhamos a presença dele como primeiro autor, lembrando que ele não estava inscrito nesse Congresso. Em momento algum o Conselho Deliberativo impediu a participação dele em outras atividades, como segundo ou terceiro autor, por exemplo. O dr. Caio disse que foi comunicado inclusive pelo Dr. Djair aconselhando a retirar os trabalhos em que ele constava inclusive como co-autor. O dr.Aristarco reafirmou que o Conselho Deliberativo agiu dessa forma não existe nenhum documento dizendo que ele deveria ser retirado do trabalho em tema livre. O Dr. Carlos Eduardo tomou a palavra e disse que gostaria que se continuasse levando a Assembléia de forma sensata como estava até então e o Dr. Djair tomou a palavra e disse que gostaria de falar que departamento em momento algum teve esse cheque. Ele disse seria muito mais simples se a pessoa que tivesse os dados desse cheque fornecesse ao Departamento, disse que não havia mais nada a ser acrescentado e que a decisão do Conselho Deliberativo já tinha sido acatada o problema do Caio já tinha sido resolvido. Dr. Jorge Moll tomou a palavra e disse que gostaria que constasse em ata que em um a próxima reunião esse assunto voltasse a ser abordado com maior presença dos sócios, já que esse é um assunto que mexeu muito com o departamento e que de certa forma levou o nome do departamento, justa ou injustificadamente para outras entidades, a própria SBC levantou dúvidas sobre o departamento, enfim ele disse não estar ali julgando quem era ou não era culpado, mas ele achava que o fórum era muito pequeno para discutir isto naquele momento e que gostaria que essa discussão fosse para a próxima assembléia até para saber o que o departamento vai fazer com toda essa história. O dr. Djair disse que o Departamento já fez, o Dr. Álvaro está suspenso até que as pendências sejam resolvidas. Dr. Jorge Mol disse que hoje ouviu uma posição nova, o Dr. Fernando Morcef estabelece uma “mea culpa” de uma série de coisas e atitudes que foram tomadas e ele reafirmou que gostaria que a próxima Assembléia fosse o fórum para se decidir qualquer coisa. O dr. Ângelo de Castro Lima tomou a palavra e parabenizou o Dr. Djair pela forma sensata com que ele conduziu a Assembléia e afirmou que teve uma atuação muito grande na Assembléia passada e por isso mesmo teve os cuidados e as cautelas suficientes para saber dos cuidados que deveria ter em relação a possíveis processos e disse que não queria fazer nenhum tipo de elogio ao Conselho Deliberativo já que eles cumpriram com a obrigação, porém ele não deixaria de dar um voto de louvor e registrado em ata pela forma correta que o Conselho Deliberativo se comportou, honrando o voto de confiança dos associados no momento em que tomou a decisão, que parece foi unânime, e agora na fiscalização e disse que não estava ali para dizer se Dr. Caio e Dr. Morcef agiram de forma correta, ele acha que o Conselho Deliberativo tomou a postura de fiscalizar uma posição anteriormente definida assim ele gostaria de deixar registrado esse compromisso elogioso em relação ao Conselho Deliberativo. Sobre a eleição, o Dr. Djair disse que já tinha sido confirmado que foram 130 votos, dois votos em branco e um voto nulo. Dr. Carlos Eduardo então foi aplaudido pela Assembléia como o próximo presidente do nosso departamento. O dr. Djair disse que foi um número bastante razoável para uma chapa única, sendo assim constituída:

Presidente  Dr. Carlos Eduardo Suaide Silva
Vice Presidente Dr. Luciano Herman Juaçaba Belém
Secretário Dr. José Luiz Barros Pena
Tesoureiro Dr. Jorge Eduardo Assef
Editor da Revista  Dra. Cláudia Gianini Monaco

 

O Dr. Carlos Eduardo parabenizou o Dr. Caio pelo Congresso que ele fez e disse ele gostaria também de registrar em ata que esta é a última Assembléia em que o Dr. Djair está presidindo como o presidente do Departamento e ele gostaria de agradecer em público pelo trabalho sério, honesto e fantástico desempenhado pelo Dr. Djair e pelo Dr. Castilho. O dr. Carlos Eduardo terminou a Assembléia agradecendo a atitude respeitosa e adulta da assembléia e afirmando que gostaria muito que isso fosse o início de uma fase nova, de mais diálogos e menos brigas e que a gente deixasse para brigar com inimigos maiores que temos hoje e não contra nós mesmos. O dr. Djair deu por encerrada a Assembléia da qual eu, José Luiz Barros Pena, na qualidade de Secretário substituto, lavrei a presente, que vai por mim assinada e pelo presidente.

 

Dr. Djair Brindeiro Filho Dr. José Luiz Barros Pena
Presidente Secretário